Se os experimentos derem certo, o projeto VASIMR, que usa energia elétrica em vez de química, poderá transportar astronautas a Marte em um mês e meio
Uma viagem até Marte, com os foguetes químicos convencionais, levaria cerca de seis a nove meses para acontecer. Com o objetivo de encurtar essa jornada, um novo sistema, movido à energia elétrica gerada por plasma, está sendo desenvolvido e poderá um dia transportar astronautas ao planeta vermelho em 39 a 45 dias. O novo foguete recebeu o nome de Variable Specific Impulse Magnetoplasma Rocket, ou VASIMR, e usa ondas de rádio para aquecer gases, como o hidrogênio, até que cheguem ao estado de plasma. Os campos magnéticos criados pelo sistema forçam a saída deste plasma aquecido para fora do foguete, produzindo o empuxo que move o foguete. Esta operação pode chegar a temperaturas até 20 vezes mais altas que a do Sol.
O responsável pela proeza é o físico Franklin Chang-Diaz. Ele saiu da Nasa em 2005, criou a Ad Astra Rocket Co., e passou a trabalhar em tempo integral no desenvolvimento do foguete. A empresa arrecadou milhões de dólares de investidores privados e, no ano passado, conseguiu operar com sucesso uma demonstração do VASIMR, em potência máxima, em uma câmara de vácuo.
Além de ser mais cômodo e de possibilitar novas descobertas com mais rapidez, o menor tempo de viagem reduziria a exposição dos astronautas à radiação cósmica e solar. Chang-Diaz e a Ad Astra planejam lançar a versão do VASIMR para vôo espacial em 2014. O foguete está, ainda, entre as várias propostas a serem avaliadas pela Nasa. Sendo selecionado, ele poderá voar em algum lugar do espaço por volta de 2017.
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