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domingo, 25 de março de 2012

Aquecimento global está mudando a gravidade da Terra



por Redação Galileu

A Nasa declarou que registros atualizados das temperaturas globais confirmaram que o planeta se aqueceu quase um grau Celsius desde 1900. O relatório, chamado Met Office, também apresentou evidências de que o constante derretimento das geleiras estaria modificando a gravidade da Terra.

Para chegar a essas conclusões, a Nasa valeu-se de bancos de dados abrangentes sobre o planeta, observações de temperatura marinha e informações de estações meteorológicas da África, Rússia e do Canadá. O satélite GRACE também foi recentemente lançado para a medição do impacto do derretimento de gelo sob a gravidade.

Utilizando tecnologia 3D e imagens captadas pelo GRACE, a Nasa divulgou imagens que comprovam visualmente as alterações gravitacionais.
Editora Globo
Na imagem de 1995, a gravidade aparece dessa forma // Crédito: Nasa

Editora Globo
Com a perda de massa das geleiras, o nível dos oceanos de alteram e a configuração da Terra muda // Crédito: NASA
O GRACE, que na verdade são dois satélites gêmeos, foram capazes de medir do espaço o derretimento das geleiras na Groenlândia com alta precisão. Como eles monitoram a própria trajetória de vôo e tempo em órbita são capazes de capturar pequenas mudanças na gravidade.

Com o derretimento das geleiras, o nível dos oceanos sobe, gerando alteração da gravidade. Estima-se que 240 toneladas de gelo derreteram na Groenlândia entre os anos de 2002 e 2011, o que fez o nível dos oceanos subir 0,7 mm por ano. Com isso, o campo gravitacional sofre mudanças, que, mesmo ligeiras, poderão ter consequências a longo prazo.

O  planeta também está ficando mais quente. Os dados apontaram também que as temperaturas se elevaram 0,75 ºC ao longo de cem anos. Pode parecer pouco, porém a maior parte desse aumento aconteceu nos últimos dez anos. De 2005 a 2010 foram os anos mais quentes já registrados, mas, segundo a Nasa, tudo indica que esse ano baterá o recorde de elevação de temperatura.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Nasa lança vídeo com história da formação da Lua

Editora Globo

     Em comemoração aos mil dias de lançamento da espaçonave Lunar Reconnaissance Orbiter, que orbita a Lua, a Nasa divulgou um vídeo feito em computação gráfica que conta como o maior satélite natural do Sistema Solar foi formado.

De acordo com as teorias modernas, a Lua surgiu depois de um planeta do tamanho de Marte se chocar contra a Terra, há 4,5 bilhões de anos atrás. O forte impacto teria lançado bilhões de pedaços de rocha líquida que foram condensados em um mesmo corpo, aprisionado pelo campo gravitacional da Terra. 

Abaixo você pode conferir toda a história da Lua

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UIKmSQqp8wY


Revista Galileu

quarta-feira, 7 de março de 2012

Lua teve influência no acidente com o Titanic



O mar agitado pelo movimento lunar provocou o deslocamento de icebergs


Editora Globo

A tragédia envolvendo o navio inglês Titanic pode não ter acontecido por acaso. De acordo com astrônomos, uma grande aproximação da Lua à Terra pode ter causado o deslocamento incomum de icebergs, entre eles o que foi atingido pelo navio.

Cientistas descobriram que, em 12 de janeiro de 1912, a Lua chegou a maior aproximação da Terra em 1400 anos. Esse movimento lunar provocou uma forte e alta maré no Atlântico Norte, que fez com que icebergs aterrados se desprendessem e se deslocassem até as rotas de navegação. Três meses depois, em 14 de abril, o navio Titanic encontrou um desses icebergs em sua rota e não conseguiu evitar a colisão, deixando mais de 1.500 mortos.

“O ‘puxão’gravitacional provocado pela da Lua maximizou a força dos oceanos da Terra, provocando deslocamentos não convencionais de icebergs em 1912 e uma certa abundância”, disse um dos pesquisadores do Instituto de Física do Texas, Donald Olson. “Nós não conseguimos saber exatamente onde estava o iceberg antes de se mover e ser atingido pelo Titanic, mas essa movimentação é plausível”, acredita.

Normalmente icebergs permanecem em locais próximos de onde foram originados e não conseguem migrar pelo oceano até que o gelo tenha se derretido consideravelmente para desencalha-lo ou, como foi o caso de 1912, até que uma maré suficientemente forte e alta consiga desprende-los. Um único iceberg, formado no norte, pode ficar preso várias vezes em sua jornada em direção ao sul, um processo que pode demorar vários anos.

Revista Galileu
7 de março de 2012